Reforma trabalhista de Milei: entenda o que muda e quais são os próximos passos
O texto segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, mas já é considerado uma das maiores mudanças em décadas.
A proposta flexibiliza contratos, altera regras de férias e jornada, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve.
A votação gerou forte tensão social, com sindicatos e oposição alertando para a fragilização de direitos dos trabalhadores.
Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12) , por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.
A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970.
Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires .
Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores.
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina.
Protestos contra o governo na Argentina Para garantir apoio político e acelerar a tramitação, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original .