VIVIMUNDO

Politica Nacional Justica

Saída negociada evita julgamento sobre suspeição: como Toffoli foi convencido a deixar caso Master

Por Kevin Ribeiro • 13/02/2026 às 10:45
Saída negociada evita julgamento sobre suspeição: como Toffoli foi convencido a deixar caso Master

12/02/2026 21 h46 Atualizado 12/02/2026 A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master foi uma solução negociada para conter o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal.

Ministros do STF avaliaram que os indícios de conexão de Toffoli com o caso Master já colocavam em xeque sua permanência na relatoria.

Houve críticas de ministros à Polícia Federal por considerarem que o material enviado configurava uma investigação sem autorização judicial.

Toffoli resistiu inicialmente, mas foi convencido a se afastar da relatoria após uma longa conversa com os colegas.

A decisão evitou a abertura formal de um incidente de suspeição, que poderia prolongar a crise e anular medidas já tomadas no processo.

Dias Toffoli deixa relatoria do Caso Master no STF Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal ( STF ), a avaliação é de que a saída encontrada para a crise envolvendo o ministro Dias Toffoli e o caso Master foi a única possível para tentar conter o desgaste institucional.

Em reunião tensa, os ministros tiveram acesso ao material da Polícia Federal (PF), criticaram a corporação por investigar Toffoli sem autorização judicial e convenceram o colega de que o afastamento voluntário era a única via para evitar anulações e conter o desgaste da Corte.

Depois de uma longa conversa, Toffoli foi convencido de que precisava deixar o caso.

A saída construída foi descrita como a única politicamente possível: ele não seria declarado suspeito ou impedido, mas se afastaria da relatoria .

A avaliação foi a de que o caso era grave e que, se ele insistisse em permanecer, o cenário poderia se agravar ainda mais com a abertura formal de um incidente de suspeição, o que levaria o tema a julgamento e prolongaria uma sangria institucional no STF , com risco de anulação de medidas já tomadas .

Ministro Dias Toffoli, em sessão do STF em 12 de fevereiro de 2026 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo O ministro Edson Fachin compartilhou com os de