Uso de gradis para revista e segurança eleva risco, dizem especialistas
Especialistas em gestão de multidões afirmam que o confinamento do público em corredores fechados aumenta o risco de pânico e pisoteamentos, mesmo sem episódios de violência grave.
O MP-SP recomendou que a prefeitura adote critérios técnicos para definir a ocupação máxima segura das vias e revise o planejamento e a fiscalização dos desfiles.
Prefeitura e SSP dizem que os percursos seguem padrões de segurança, que houve reforço policial e que não foram registradas ocorrências graves.
Superlotação em bloco com Calvin Harris em SP provoca tumulto e foliões passam mal Os episódios de superlotação e tumulto registrados durante o pré-carnaval na Rua da Consolação, no último domingo (8), reacenderam o debate sobre o modelo adotado para grandes blocos de rua em São Paulo.
Cercados por gradis, tapumes e corredores estreitos, foliões relataram sensação de sufoco e dificuldade para deixar o local , cenário que já se repetiu em outros endereços da cidade, como Avenida 23 de Maio, Avenida Tiradentes e entorno do Parque do Ibirapuera.
A capital paulista utiliza gradis de forma contínua ao longo de trechos dos desfiles, criando corredores fechados para circulação e revista do público.
Uma nota técnica elaborada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), obtida pelo g1 , afirma que o uso de gradis em eventos de massa pode ser essencial para a preservação da vida e da ordem pública, desde que siga critérios técnicos rigorosos de planejamento, instalação e operação.
Para especialistas ouvidos pelo g1 , o confinamento de grandes multidões em espaços estreitos, sem rotas laterais de escape, cria um cenário de risco mesmo sem violência.