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Toffoli demonstrou resistência, mas se convenceu de que deixar relatoria era melhor caminho; saída preserva atos do inquérito

Por Kevin Ribeiro • 13/02/2026 às 07:10
Toffoli demonstrou resistência, mas se convenceu de que deixar relatoria era melhor caminho; saída preserva atos do inquérito

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou resistência em deixar a relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias do Banco Master durante reunião com colegas na última quinta-feira. No entanto, ao longo da reunião, Toffoli foi se convencendo de que a melhor opção seria mesmo se afastar da relatoria do caso, visando diminuir o desgaste da Corte perante a opinião pública e preservar os atos tomados sobre as investigações da Polícia Federal realizadas até o momento.

Com a saída de Toffoli da relatoria, os atos praticados pelo ministro no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso. Isso garante a validade dos atos tomados pelo ministro sobre as investigações da Polícia Federal, evitando a anulação. Durante a reunião, os colegas de Toffoli alertaram que o desgaste não afetava apenas ele, mas toda a Corte, devido a notícias de suas relações com fundos ligados ao Banco Master.

O presidente do STF leu trechos de um relatório da Polícia Federal que mencionava Toffoli em conversas do dono do Banco Master. Essa leitura parece ter contribuído para a decisão de Toffoli de se afastar da relatoria. Um ministro que participou da reunião relatou que Toffoli entendeu, na conversa com os colegas, que todo o desgaste não estava valendo a pena e pediu para sair do caso. Toffoli teria dito que estava atendendo a todos os pedidos da Polícia Federal, mas que, ainda assim, o desgaste só aumentava.

A saída de Toffoli da relatoria do caso Master no STF é vista como uma medida para preservar a integridade do processo e evitar qualquer questionamento sobre a imparcialidade da Corte. Com a transferência da relatoria para o ministro André Mendonça, o caso deve seguir seu curso normal, sem a sombra de controvérsias que envolviam o ministro Toffoli.