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Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributos

Por Kevin Ribeiro • 12/02/2026 às 15:16
Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributos

A dívida dos Correios atingiu R$ 3, 7 bilhões, incluindo pagamentos a fornecedores, fundo de pensão, plano de saúde e tributos federais. Em apenas três meses, o montante devido pela empresa pública cresceu R$ 1 bilhão. O desequilíbrio financeiro é atribuído à combinação de queda na receita e elevação dos gastos, gerando fluxo de caixa negativo.

Os atrasos em PIS/COFINS mais que dobraram, e a dívida com o INSS Patronal quase duplicou no período. A empresa deixou de pagar R$ 3, 7 bilhões em obrigações com fornecedores; com o fundo de pensão, o Postalis; com o plano de saúde dos funcionários, o Postal Saúde; e em tributos federais. Essas informações foram divulgadas em um documento de análise da situação da empresa.

Ao longo dos últimos anos, os Correios vêm sofrendo de seguidas crises econômico-financeiras que impactaram diretamente o desempenho da empresa. Em função disso, vários planos de recuperação foram anunciados e um Comitê Executivo de Contingência foi criado em junho para lidar diretamente com a crise. Entre as decisões tomadas por este comitê foi a criação de uma política de postergação, ou seja, de atraso proposital no pagamento de obrigações em razão de um fluxo de caixa afetado por redução de receitas nos últimos anos.

A medida foi tomada para tentar preservar a liquidez e reequilibrar o fluxo de caixa da estatal, que acumula seguidos trimestres em prejuízo. A combinação entre a redução da receita e o aumento dos gastos acentuou o desequilíbrio financeiro, justificou a empresa. Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações: INSS Patronal: R$ 1, 44 bilhão; Fornecedores: R$ 732 milhões; Postal Saúde: R$ 545 milhões; Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões; Remessa Conforme: R$ 346 milhões; Postalis: R$ 135 milhões.

Esses números demonstram a gravidade da situação financeira dos Correios e a necessidade de medidas urgentes para sanear a empresa e garantir a continuidade de seus serviços. A crise financeira dos Correios é um desafio complexo que requer uma solução eficaz e sustentável para evitar danos irreparáveis à empresa e aos seus funcionários.