Prefeitura libera casa de shows ao lado de hospital de cuidados paliativos
A prefeitura liberou a abertura de uma casa de shows ao lado de um hospital de cuidados paliativos, o que tem gerado preocupação entre os moradores e a equipe do hospital. O empreendimento, chamado Varanda Estaiada, fica a poucos metros do hospital Premier Brooklin, que atende pacientes em recuperação pós-cirúrgica ou recebendo cuidados paliativos em seus momentos finais.
A operação da casa de shows foi autorizada no final de janeiro pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, com um alvará que tem prazo de seis meses, prorrogáveis por mais seis. A inauguração está prevista para este sábado, com uma festa de música eletrônica. No entanto, os moradores da região demonstram especial preocupação com a falta de isolamento acústico no espaço. Algumas vezes, quando eles faziam festa do outro lado do Rio Pinheiros, eu conseguia ouvir daqui, relata Leonardo Alves, fazendo referência ao endereço anterior do empreendimento, no Real Parque, a cerca de 1 quilômetro.
A gerente do hospital Premier Brooklin, Oneide Rodrigues, disse que ficou sabendo do empreendimento há menos de um mês e que não houve tempo nem sequer para a instalação de janelas antirruído nos quartos do hospital. Ela afirma que os responsáveis pela Varanda Estaiada se comprometeram a fazer medições de som e instalar barreiras acústicas, mas que não há garantias de que isso será suficiente para minimizar o impacto do barulho nos pacientes. A falta de isolamento acústico é uma grande preocupação, pois os pacientes do hospital precisam de um ambiente tranquilo e silencioso para se recuperar.
A entrada da casa de shows é pela Avenida Crucri Zaidan, e o empreendimento é vizinho de fundo com o hospital Premier Brooklin, que atualmente atende 95 pacientes. A equipe do hospital teme que o barulho da casa de shows afete a rotina e a recuperação dos pacientes, e está buscando soluções para minimizar o impacto do empreendimento. Enquanto isso, os moradores da região continuam a se preocupar com a falta de isolamento acústico e o potencial impacto do barulho na qualidade de vida da comunidade.