Filmes Você Só Precisa Matar abraça repetitividade da história com animação vibrante3 min de leitura Guilherme Jacobs
O filme adapta a light novel japonesa All You Need is Kill , lançada em 2004 pelo autor Hiroshi Sakurazaka e o ilustrador Yoshitoshi Abe , até virou um live-action hollywoodiano estrelado por Tom Cruise em 2014 ( o excelente No Limite do Amanhã ) antes de ser adaptado para o longa-metragem animado que essa história parecia destinada a virar.
Essa é uma impressão que é potencializada imediatamente pelo novo filme.
Dirigido por Ken'ichirô Akimoto e produzido pelo Studio 4ºC , Você Só Precisa Matar é um banquete visual de cores, designs inspirados e sequências de ação que equilibram bem o humor e a intensidade dos combates de dois guerreiros humanos contra o Darol, uma gigante planta extraterrestre que, no aniversário de um ano de sua queda em nosso planeta, passa a expelir alienígenas ágeis, gigantes e letais.
Ao longo de pouco menos de 90 minutos, passeamos por uma estrutura estilo videogame para acompanhar a história de dois heróis improváveis.
Dessa vez assumindo Rita como protagonista (o personagem principal do livro é Keiji, que aqui vira o braço-direito da heroína), Você Só Precisa Matar começa de verdade quando ela, quase acidentalmente, mata um desses alienígenas e, ao ser banhada por seu sangue, passa a reviver aquele fatídico dia toda vez que morre.
Keiji também se encontra preso no loop, e o centro dramático da narrativa é na progressão dos dois para aprenderem como lutar e vencer esses perigosos adversários.
A comparação com games não é apenas na forma, mas sim no conteúdo.
Ambos Rita e Keiji equivalem sua situação inusitada ao contraste de repetição e progressão de algo como um roguelike.
A cada morte, você volta para o começo, mas retém o conhecimento.
O filme enfatiza justamente essa progressão, e com a qualidade da animação – que sofre apenas quando alguns ângulos de câmera deixam os modelos 3 D dos personagens muito estranhos – é fác