Fachin terá de decidir sobre permanência de Toffoli no caso Master
Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, terá de se manifestar se há conflito de interesse na atuação do ministro Dias Toffoli no processo envolvendo o Banco Master após a PF (Polícia Federal) encontrar menções ao magistrado no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Em última instância, Fachin terá de decidir se Toffoli terá condições de permanecer na supervisão do inquérito que apura a fraude financeira.
A perícia da PF encontrou citações a Toffoli no telefone de Vorcaro.
A informação, inicialmente divulgada pelo UOL e confirmada pela CNN Brasil , aumenta a pressão sobre a permanência do magistrado como relator do caso Banco Master na Corte.
Toffoli impôs o mais alto grau de sigilo no inquérito e tomou decisões consideradas incomuns, como a determinação de que as provas colhidas na busca e apreensão da segunda fase da Operação Compliance Zero ficassem acauteladas.
Pressionado, ele encaminhou o conteúdo para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinou quatro peritos para atuar na análise das provas.
O magistrado também foi criticado por viajar para o Peru, na final da Copa Libertadores, em um jatinho de um advogado que atua no caso Master.
A tensão aumentou com a revelação de que familiares, sócios do resort Tayayá, tinham relação com fundos de investimentos ligados a Vorcaro.
No dia 29 de janeiro, Toffoli divulgou uma nota rebatendo as críticas.
Ao localizar menções ao relator, a PF comunicou o presidente do STF sobre os arquivos localizados que podem indicar indícios de crimes por parte do magistrado, embora não tenha pedido formalmente a suspeição do ministro.