Korea Filme celebratório do The Rose registra uma história incomum na indústria3 min de leitura Caio Coletti
Nos letreiros informativos das entrevistas, e na boca de quase todos os personagens do documentário – a exceção são os próprios músicos, que se referem uns aos outros pelos nomes sul-coreanos de batismo –, os protagonistas são chamados de Sammy (Woosung), Leo (Dojoon), Dylan (Hajoon) e Jeff (Jahyeong).
Reflete-se aí o objetivo do filme, que é contar a história do The Rose para um público americanizado que ainda não a conhece.
Os motivos para tal ficam evidentes com o passar da ágil 1 h25 do longa.
Formada por pelo menos um ex-trainee de gravadora de k-pop, e pelo menos um ex-participante de reality show musical sul-coreano, o The Rose nasceu do mainstream da indústria, e por lá ficou – com a carreira gerenciada pela J⋆ Company – até decidir que não compactuava com o que rolava nele.
E o mainstream sul-coreano não é gentil com quem o rechaça dessa forma.
Em Come Back to Me , o diretor e roteirista Eugene Yi (cineasta engajado, ele assinou o documentário político Free Sol Choo Lee ) quer mesmo é contar a história de como esse afastamento ocorreu, e por quê.
O quarteto de músicos entrega a narrativa de bom grado, contando sobre como os executivos da J⋆ buscavam isolá-los e jogá-los uns contra os outros, além de absorver virtualmente todos os lucros das turnês lotadas que a banda fazia pela Europa após o estouro de “ Sorry ”, seu primeiro single, de 2017.
Quando chega a hora de contar a quebra (em 2020, com um processo contra a gravadora que coincidiu não só com a pandemia de covid-19, mas também com o início do serviço militar obrigatório dos membros) e renascimento (em 2022, com o álbum Heal e a assinatura de novo contrato com a Transparent Arts ) da banda, os protagonistas também exibem franqueza irrepreensível.