Justiça bloqueia 48 imóveis e R$ 500 milhões do PCC por esquema de lavagem de dinheiro ligado à Cracolândia
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de 48 imóveis no Rio Grande do Sul e de R$ 500 milhões em contas bancárias ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os bens foram adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas na região da Cracolândia, no Centro da capital paulista.
A investigação aponta que o dinheiro do tráfico foi lavado por meio de empresas de fachada e investido em imóveis no Rio Grande do Sul.
A decisão é resultado de uma investigação iniciada após a operação policial realizada em junho de 2024, que fechou dezenas de hotéis e pensões usados como base para o tráfico de drogas na região central de São Paulo.
Ao analisar as contas bancárias de três chefes do tráfico presos na operação, os investigadores identificaram depósitos frequentes em dinheiro vivo, feitos com cédulas de pequeno valor em agências próximas à Cracolândia.
De acordo com a polícia, o estado das notas — muitas amassadas, rasgadas e com cheiro de droga — indicava que o dinheiro era proveniente da venda de entorpecentes.
Os recursos foram investidos em imóveis como reserva de valor , e os valores e bens podem ser vendidos e revertidos ao Estado após decisão judicial.
A polícia identificou empresas de fachada e o uso de “laranjas”, incluindo dependentes químicos, para lavar o dinheiro do tráfico.
Os valores apreendidos poderão ser revertidos ao Estado após decisão definitiva da Justiça.
A operação policial realizada em junho de 2024 foi um marco importante na investigação, pois permitiu que os investigadores identificassem os esquemas de lavagem de dinheiro utilizados pelo PCC.
Com a decisão da Justiça, os imóveis e os recursos financeiros bloqueados não poderão ser utilizados pelo PCC, o que pode enfraquecer a organização criminosa.