Reitoria da USP oficializa demissão de professor de direito acusado de assédio sexual
A reitoria da Universidade de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira, a demissão do professor da Faculdade de Direito Alysson Mascaro, que estava afastado desde dezembro de 2024 após ser acusado por estudantes de assédio e abuso sexual. A decisão foi publicada no Diário Oficial do estado de São Paulo.
As acusações de assédio sexual contra Mascaro vieram à tona em dezembro de 2024, envolvendo 10 alunos e ex-alunos. Um ex-aluno descreveu o modus operandi do professor como "praticamente idêntico" em diversos casos de abuso. Além da demissão, um inquérito foi aberto pelo Ministério Público de São Paulo em junho de 2025 para investigar o caso.
A Faculdade de Direito já havia votado pela demissão de Mascaro no dia 11 de dezembro do ano passado. Na época, um dos estudantes que denunciou o caso comemorou o desligamento, afirmando que "agora, a luta vai ser no penal, já que tem um inquérito policial correndo". Vinícius Alvarenga, ex-aluno da Faculdade de Direito da USP e representante discente da pós-graduação, também comentou a demissão do professor.
A decisão da reitoria pode ser contestada por Mascaro em até 30 dias. A defesa do professor não foi contactada para comentar a decisão. A demissão de Mascaro é um importante passo para a universidade, que busca garantir um ambiente seguro e respeitoso para todos os estudantes.
Importante destacar que a demissão de Mascaro não encerra o caso, pois o inquérito policial ainda está em andamento. A universidade e as autoridades competentes devem continuar investigando e levando às consequências legais os responsáveis por qualquer tipo de assédio ou abuso.