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Rebelião policial na Argentina tem queima de pneus e cobrança por melhores salários

Por Kevin Ribeiro • 11/02/2026 às 21:56
Rebelião policial na Argentina tem queima de pneus e cobrança por melhores salários

A mobilização policial na Argentina ganhou força após uma série de suicídios na corporação, incluindo a morte recente do suboficial Oscar Valdez. Essa onda de suicídios trouxe à tona as dificuldades enfrentadas pelos agentes, que relatam precisar pagar por internet, uniformes e munições, além de fazer horas extras para complementar a renda.

Os policiais protestaram na cidade de Rosário, uma das mais afetadas pela violência no país, e cobraram melhores salários e atenção à saúde mental. É o terceiro dia consecutivo de manifestação em frente à sede da polícia, com queima de pneus e sirenes ligadas. A cidade de Rosário é conhecida por ser uma das mais violentas da Argentina, o que aumenta a pressão sobre os agentes de segurança.

O governo provincial inicialmente suspendeu os agentes, mas prometeu reintegração e atualização salarial, sem acordo final sobre remuneração. Os policiais estão insatisfeitos com a falta de apoio e recursos para desempenhar suas funções de forma eficaz. Além disso, a saúde mental dos agentes é uma preocupação crescente, especialmente após os recentes suicídios.

A queima de pneus e o barulho das sirenes são uma forma de protesto dos policiais, que buscam chamar a atenção do governo e da população para as suas demandas. A situação é tensa, e os moradores da cidade de Rosário estão acompanhando de perto os desenvolvimentos da crise. A expectativa é que o governo encontre uma solução para atender às necessidades dos policiais e melhorar as condições de trabalho e salário.