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Ucraniano acusa COI de “traição” após proibição de capacete com homenagem a mortos na guerra

Por Kevin Ribeiro • 10/02/2026 às 15:04
Ucraniano acusa COI de “traição” após proibição de capacete com homenagem a mortos na guerra

O atleta ucraniano de skeleton, Vladyslav Heraskevych, acusou o Comitê Olímpico Internacional (COI) de "traição" após a entidade proibir seu capacete com homenagem a mortos na guerra contra a Rússia. Porta-bandeira da Ucrânia na Cerimônia de Abertura das Olimpíadas de Inverno, Vladyslav usou o objeto durante um treinamento oficial na última segunda-feira.

O capacete contém imagens de amigos mortos, incluindo o patinador artístico Dmytro Sharpar, morto há dois anos, e o biatleta Yevhen Malyshev, que morreu no conflito em março de 2022. Essa decisão do COI foi considerada por Vladyslav como uma grande injustiça, pois ele acredita que o Comitê está traindo aqueles atletas que fizeram parte do Movimento Olímpico e que não podem mais ser homenageados na arena esportiva.

Em uma manifestação pública nas redes sociais, Vladyslav expressou sua dor e frustração com a decisão do COI, afirmando que a proibição do capacete é uma ferida em seu coração. Ele também destacou que alguns dos homenageados eram seus amigos e que a decisão do COI é injusta e dolorosa para ele e para as famílias das vítimas.

A Ucrânia apresentou um recurso contra o veto do COI, demonstrando seu apoio ao atleta e sua posição contra a guerra. Essa situação gerou grande controvérsia e debate sobre a relação entre esportes e política, especialmente em contextos de conflito e guerra.