Nioh 3 tem o melhor sistema de combate de todos os soulslikes | Review
Nioh 2 aprimorou praticamente todos os aspectos três anos depois, mas não mudou muita coisa no geral, tornando-se essencialmente "Nioh 1, só que melhor".
Nioh 3, por outro lado, é muito mais do que apenas uma sequência incremental.
Trata-se de uma transformação completa da fórmula – que troca mapas estáticos do mundo aberto por vastos campos abertos que abrangem diversas eras da história japonesa.
Essa mudança, somada à adição de uma nova Postura Ninja que altera as regras do combate em Nioh e uma série de pequenos ajustes de qualidade de vida, resulta na reformulação mais significativa que a série já viu até hoje, e em um dos melhores jogos do gênero soulslike lançados.
Para começar pelos pontos negativos, uma área que não sofreu nenhuma mudança significativa é a narrativa, o que é uma pena, pois sempre foi um dos elementos mais fracos da série.
Assim como nos jogos anteriores de Nioh, a história serve principalmente como um meio de guiar o jogador por uma releitura ficcional de batalhas e guerras importantes da história japonesa – onde yokai monstruosos, pedras mágicas com influência corruptora e Espíritos Guardiões são comuns.
Você joga como Takechiyo, neto de Ieyasu Tokugawa e herdeiro do trono de Shogun, que precisa viajar no tempo para obter um meio de derrotar um mal ancestral que corrompeu o presente.
O maior problema da história de Nioh é que ela é muito monótona e, para ser sincero, simplesmente entediante.
Alguém com um conhecimento mais aprofundado da história japonesa pode aproveitar mais o jogo, graças ao contexto e à importância dessas figuras e eventos históricos.
Mas, para um leigo como eu, o jogo não se esforça o suficiente para me fazer me importar com o que acontece em cada uma das eras pelas quais Nioh 3 me leva.